Na Praça do Bosque, eu conheci um artesão, Guilherme Santos, ele é de Goiânia, mas mora no Tocantins há muito tempo, faz artesanato utilizando Jatobá . O artesanato é muito interessante, veja.
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AdicionaGuilherme Santos resolveu usar seu talento para investir em um negócio próprio Foto: Luana Fernanda/Especial para oTerrar legenda |
Um pouco sobre a vida deste artesão
Após sofrer um acidente grave e ficar sem emprego, o
escultor Guilherme Santos, 35 anos, resolveu usar seu talento para
investir em um negócio próprio. Com esse objetivo, começou a esculpir
artesanatos com matéria prima do cerrado tocantinense. Capins dourados,
jatobás, buchas vegetais, talos de buritis e vargens de flamboyant
começaram a ganhar novas formas e a arte foi surgindo. Com o material, o
artesão esculpiu bonecos, quadros e porta canetas, os quais vieram a
ser conhecidos nacionalmente.
Segundo o empresário,
tudo começou quando fez telhas decorativas, e o artesanato foi bem
vendido em uma feira no interior do Tocantins. A partir desse primeiro
produto, pensou em criar um objeto que não iria prejudicar a natureza e
lhe renderia bons lucros, assim nasceram os bonecos feitos de jatobá.
"Nesse momento, eu vi que eu poderia viver da arte". Não
houve investimentos financeiro, conta o artesão. Ele não dispunha de
capital, somente a criatividade e a técnica aprendida em um curso de
artesanato em 1992. O lucro inicial também era bastante baixo, pois seu
produto ainda era desconhecido. Mas, com o tempo, o negócio cresceu e o
artesanato foi descoberto pelos lojistas do Tocantins. "Eu lembro que
uma peça era vendida bem barato, algo em torno de R$ 12. O que eu
ganhava em cima dos produtos era pouco, mas foi satisfatório para o novo
rumo que a minha vida estava ganhando".
Atualmente,
já com o negócio impulsionado, os preços das peças de artesanatos, no
atacado, variam de R$ 20 a R$ 680. Segundo Santos, uma peça vendida em
sua loja no valor de R$ 30 é comercializada em outros Estados por até R$
180, em lojas e hotéis.
A matéria prima para a fabricação dos produtos é
colhida uma vez por ano, no extremo norte do Tocantins, que varia de
outubro a dezembro. Entre os produtos com mais destaques estão os
bonecos de buriti com jatobá, que representam um pouco da história do
Tocantins, além de quadros, porta chaves, bolas de sementes, porta
caneta, capim dourado, pescadores, relógios e bailarinas de cabaça.
Santos
já tem uma loja só de objetos fabricados por ele. O artesanato é
vendido no Tocantins, outros Estados e fora do Brasil. Além disso, o
artista tem ainda um quadro de sua autoria em exposição em um mosteiro
nos Estados Unidos. Com a boa valorização do artesanato, hoje ele tem
uma renda mensal em torno de R$ 10 mil. "Não existe matemática para
falar como a minha vida mudou. Através da arte eu pude ter um bom
retorno financeiro e também preservar a natureza", afirma.Mas
o empreendedor não está sozinho na fabricação dos produtos.
Ele tem a
ajuda de três funcionários e também de sua esposa, Maria Valdete Barbosa
Gomes, responsável pela administração da loja e comercialização do
material. "O que eu resumo dessa história é que, quando você trabalha
com união e amor, não tem como não dar certo, porque a gente passou
muitas dificuldades juntos, mas tivemos união para tocar o negócio",
resume Maria Valdete.
Para divulgar sua arte, o
empresário mantém um site (http://www.maisartesanato.com.br), no endereço
eletrônico ele expõe fotos dos produtos e também conta um pouco da
história de fabricação dos artesanatos. "Nós pensamos no site como uma
forma de divulgar melhor o material".
Comércio
A arte confeccionada por Santos é uma das apostas do lojista José
Carlos.
O empresário compra e revende o artesanato. Segundo ele, esse é o
segundo artesanato mais procurado do Tocantins pelos turistas, só perde
para o Capim Dourado. Segundo ele, o produto agrada quem vem de fora
pelo fato de ser diferenciado no Estado, além da acessibilidade do
preço. "Uma peça custa em torno de R$ 35 aqui na minha loja".
Ele
destaca que os turistas gostam bastante dos bonecos que representam as
profissões, como médico, pedagogo, enfermeiro e etc. "Geralmente quem
ver o produto e espalha a história compra. Tem muita aceitação.
É um
produto que identifica muito bem o Tocantins, porque é uma arte
totalmente orgânica e regional". Segundo o empresário, há oito anos ele
comercializa o artesanato de Santos.
Entrevista Luana Fernanda.
Um pouco sobre a vida deste artesão
Após sofrer um acidente grave e ficar sem emprego, o escultor Guilherme Santos, 35 anos, resolveu usar seu talento para investir em um negócio próprio. Com esse objetivo, começou a esculpir artesanatos com matéria prima do cerrado tocantinense. Capins dourados, jatobás, buchas vegetais, talos de buritis e vargens de flamboyant começaram a ganhar novas formas e a arte foi surgindo. Com o material, o artesão esculpiu bonecos, quadros e porta canetas, os quais vieram a ser conhecidos nacionalmente.
Segundo o empresário, tudo começou quando fez telhas decorativas, e o artesanato foi bem vendido em uma feira no interior do Tocantins. A partir desse primeiro produto, pensou em criar um objeto que não iria prejudicar a natureza e lhe renderia bons lucros, assim nasceram os bonecos feitos de jatobá. "Nesse momento, eu vi que eu poderia viver da arte". Não houve investimentos financeiro, conta o artesão. Ele não dispunha de capital, somente a criatividade e a técnica aprendida em um curso de artesanato em 1992. O lucro inicial também era bastante baixo, pois seu produto ainda era desconhecido. Mas, com o tempo, o negócio cresceu e o artesanato foi descoberto pelos lojistas do Tocantins. "Eu lembro que uma peça era vendida bem barato, algo em torno de R$ 12. O que eu ganhava em cima dos produtos era pouco, mas foi satisfatório para o novo rumo que a minha vida estava ganhando".
Atualmente, já com o negócio impulsionado, os preços das peças de artesanatos, no atacado, variam de R$ 20 a R$ 680. Segundo Santos, uma peça vendida em sua loja no valor de R$ 30 é comercializada em outros Estados por até R$ 180, em lojas e hotéis.
A matéria prima para a fabricação dos produtos é colhida uma vez por ano, no extremo norte do Tocantins, que varia de outubro a dezembro. Entre os produtos com mais destaques estão os bonecos de buriti com jatobá, que representam um pouco da história do Tocantins, além de quadros, porta chaves, bolas de sementes, porta caneta, capim dourado, pescadores, relógios e bailarinas de cabaça.
Santos já tem uma loja só de objetos fabricados por ele. O artesanato é vendido no Tocantins, outros Estados e fora do Brasil. Além disso, o artista tem ainda um quadro de sua autoria em exposição em um mosteiro nos Estados Unidos. Com a boa valorização do artesanato, hoje ele tem uma renda mensal em torno de R$ 10 mil. "Não existe matemática para falar como a minha vida mudou. Através da arte eu pude ter um bom retorno financeiro e também preservar a natureza", afirma.Mas o empreendedor não está sozinho na fabricação dos produtos.
Ele tem a ajuda de três funcionários e também de sua esposa, Maria Valdete Barbosa Gomes, responsável pela administração da loja e comercialização do material. "O que eu resumo dessa história é que, quando você trabalha com união e amor, não tem como não dar certo, porque a gente passou muitas dificuldades juntos, mas tivemos união para tocar o negócio", resume Maria Valdete.
Para divulgar sua arte, o empresário mantém um site (http://www.maisartesanato.com.br), no endereço eletrônico ele expõe fotos dos produtos e também conta um pouco da história de fabricação dos artesanatos. "Nós pensamos no site como uma forma de divulgar melhor o material".
Comércio
A arte confeccionada por Santos é uma das apostas do lojista José Carlos.
O empresário compra e revende o artesanato. Segundo ele, esse é o segundo artesanato mais procurado do Tocantins pelos turistas, só perde para o Capim Dourado. Segundo ele, o produto agrada quem vem de fora pelo fato de ser diferenciado no Estado, além da acessibilidade do preço. "Uma peça custa em torno de R$ 35 aqui na minha loja".
Ele destaca que os turistas gostam bastante dos bonecos que representam as profissões, como médico, pedagogo, enfermeiro e etc. "Geralmente quem ver o produto e espalha a história compra. Tem muita aceitação.
É um produto que identifica muito bem o Tocantins, porque é uma arte totalmente orgânica e regional". Segundo o empresário, há oito anos ele comercializa o artesanato de Santos.
Após sofrer um acidente grave e ficar sem emprego, o escultor Guilherme Santos, 35 anos, resolveu usar seu talento para investir em um negócio próprio. Com esse objetivo, começou a esculpir artesanatos com matéria prima do cerrado tocantinense. Capins dourados, jatobás, buchas vegetais, talos de buritis e vargens de flamboyant começaram a ganhar novas formas e a arte foi surgindo. Com o material, o artesão esculpiu bonecos, quadros e porta canetas, os quais vieram a ser conhecidos nacionalmente.
Segundo o empresário, tudo começou quando fez telhas decorativas, e o artesanato foi bem vendido em uma feira no interior do Tocantins. A partir desse primeiro produto, pensou em criar um objeto que não iria prejudicar a natureza e lhe renderia bons lucros, assim nasceram os bonecos feitos de jatobá. "Nesse momento, eu vi que eu poderia viver da arte". Não houve investimentos financeiro, conta o artesão. Ele não dispunha de capital, somente a criatividade e a técnica aprendida em um curso de artesanato em 1992. O lucro inicial também era bastante baixo, pois seu produto ainda era desconhecido. Mas, com o tempo, o negócio cresceu e o artesanato foi descoberto pelos lojistas do Tocantins. "Eu lembro que uma peça era vendida bem barato, algo em torno de R$ 12. O que eu ganhava em cima dos produtos era pouco, mas foi satisfatório para o novo rumo que a minha vida estava ganhando".
Atualmente, já com o negócio impulsionado, os preços das peças de artesanatos, no atacado, variam de R$ 20 a R$ 680. Segundo Santos, uma peça vendida em sua loja no valor de R$ 30 é comercializada em outros Estados por até R$ 180, em lojas e hotéis.
A matéria prima para a fabricação dos produtos é colhida uma vez por ano, no extremo norte do Tocantins, que varia de outubro a dezembro. Entre os produtos com mais destaques estão os bonecos de buriti com jatobá, que representam um pouco da história do Tocantins, além de quadros, porta chaves, bolas de sementes, porta caneta, capim dourado, pescadores, relógios e bailarinas de cabaça.
Santos já tem uma loja só de objetos fabricados por ele. O artesanato é vendido no Tocantins, outros Estados e fora do Brasil. Além disso, o artista tem ainda um quadro de sua autoria em exposição em um mosteiro nos Estados Unidos. Com a boa valorização do artesanato, hoje ele tem uma renda mensal em torno de R$ 10 mil. "Não existe matemática para falar como a minha vida mudou. Através da arte eu pude ter um bom retorno financeiro e também preservar a natureza", afirma.Mas o empreendedor não está sozinho na fabricação dos produtos.
Ele tem a ajuda de três funcionários e também de sua esposa, Maria Valdete Barbosa Gomes, responsável pela administração da loja e comercialização do material. "O que eu resumo dessa história é que, quando você trabalha com união e amor, não tem como não dar certo, porque a gente passou muitas dificuldades juntos, mas tivemos união para tocar o negócio", resume Maria Valdete.
Para divulgar sua arte, o empresário mantém um site (http://www.maisartesanato.com.br), no endereço eletrônico ele expõe fotos dos produtos e também conta um pouco da história de fabricação dos artesanatos. "Nós pensamos no site como uma forma de divulgar melhor o material".
Comércio
A arte confeccionada por Santos é uma das apostas do lojista José Carlos.
O empresário compra e revende o artesanato. Segundo ele, esse é o segundo artesanato mais procurado do Tocantins pelos turistas, só perde para o Capim Dourado. Segundo ele, o produto agrada quem vem de fora pelo fato de ser diferenciado no Estado, além da acessibilidade do preço. "Uma peça custa em torno de R$ 35 aqui na minha loja".
Ele destaca que os turistas gostam bastante dos bonecos que representam as profissões, como médico, pedagogo, enfermeiro e etc. "Geralmente quem ver o produto e espalha a história compra. Tem muita aceitação.
É um produto que identifica muito bem o Tocantins, porque é uma arte totalmente orgânica e regional". Segundo o empresário, há oito anos ele comercializa o artesanato de Santos.
Entrevista Luana Fernanda.
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